23 de jun. de 2011

Não sei viver sem ele.

Eu realmente fico revoltada quando vejo alguma mulher falando isso; conheço meninas lindas, inteligentes, bem humoradas que ficam sofrendo e chorando por canalhas que só querem brincar e não percebem o sentimento de ninguém. Eu não me conformo com essa situação que acontece com mais frequência a cada dia. Onde foi parar o valor das mulheres? Antes de sentir a falta de quem quer que seja pare pra analisar que futuro ele tinha pra você, o quanto diferente ele era de você; não vou negar que já chorei, já pensei que sem alguém eu não sobreviveria; mas hoje eu vejo como sou tão melhor que qualquer homem, que nenhum vai me fazer perder o rumo, existem coisas muito mais importantes do que isso na vida. E, ninguém nasceu colado. Se hoje você conhece um cara que gosta muito e talvez ele não goste de você na mesma intensidade, FODA-SE, amanhã aparece outro que vai te fazer sentir a mesma coisa. Não aguento mais ver minhas amigas às voltas com relacionamentos que acabam porque não são valorizadas! Quando você percebe isso tudo e muda sua postura, o mundo inteiro nota... Começando pelos homens.

13 de jun. de 2011

Pra aprender a voar, caia.

Você voa sempre, até sem vontade, pra onde o vento te leva; sem norte, sem rumo certo, num céu onde todas as cores se misturam e a pureza do branco-nuvem invade o peito, a alma e a mente de uma só vez numa onda absurdamente infinita. E fica tudo bem, a gente volta a ser feto, a gente volta a flutuar envolto na onda primitiva; de repente nasce uma sensação nova, o vento batendo na cara com toda força, os corpos agora atravessam numa velocidade tremenda o branco-nuvem, dissipando-o. E ficam cada vez mais longe do céu colorido da vida... É quando o chão bate na minha cara que percebo a queda, e como se não bastasse entedo que se não voar vou continuar caindo não rumo ao fundo do poço, mas em direção ao centro da terra, ao fogo inquieto do inesperado. E é o crepitar do fogo que desencadeia o parto disso nas minhas costas; é dói, e como dói! As lágrimas caem sem controle algum, cadê a imensidão de paz? É idiota achar que no meio da fumaça cinza apareça algum banco-nuvem pra me fazer dormir; a dor mais uma vez castiga o corpo e a minha alma desesperada busca uma prece, qualquer coisa que seja pra qualquer Deus que eu acredite... Quando parece que não há mais como suportar, que a única saída é me entregar à queda eu desacelero e aos poucos já não caio mais; Como? Porque? É só olhar pra trás que entendo o motivo dessa onda que acalma todo o meu corpo e faz tremer os músculos cansados, tenho agora um par de asas que me levam de volta ao branco-nuvem e ao céu colorido que me envolve como num abraço. Que sorte a minha; Feliz daquele que cria asas e voa pra longe de toda desgraça da vida.

6 de jun. de 2011

O inominável.

As vezes paro pra olhar esse blog e percebo que ele tem a minha cara. Engraçado né? Sinto como se estivesse diante de um filho, cheio dos meus trejeitos e ideologias; talvez nesse tempo em que me encontro seja muito saudável ter algo pra definir um norte, pra me lembrar quem sou; ando meio confusa, trocando passos com o próprio caminho... De uns tempos pra cá acontecem coisas que meses atrás eu não imaginaria, mas será que é realmente isso que quero? Consegui fazer pessoas agirem exatamente como eu queria, mas será que serviu de algo? Essa coisa de criar laços é bem complicada, nem sempre estou disposta a regar esse jardim que cresceu ao meu redor; mas de qualquer forma fico feliz por saber que ele existe.