27 de dez. de 2011

Vamos pensar um pouco.

De antemão acho necessário avisar aos religiosos de plantão que não estou aqui para colocar em jogo a fé de ninguém, nem mesmo induzir outras pessoas a pensarem como eu; porém tenho minhas convicções e como tantos assuntos que posto aqui não vejo mal algum em falar sobre as minhas conclusões após algumas incursões à bíblia. E, naturalmente, sejamos respeitosos; guardem pra vocês seus comentários ou publiquem em seus sites pessoais. Selecionei um trecho do livro sagrado e aqui vou eu:

"Agora, pois, matai todos os varões de entre as crianças e toda a mulher que tenha tido relações com homem; mas conservai com vida, para vós, todas as donzelas que não tenham conhecido varão."  Números 31:17-18. 

Matai todas as crianças do sexo masculino e todas as mulheres não virgens? Entendo que há um contexto de guerra por trás do trecho, mas como algo desse tipo é dito na bíblia e TANTA gente defende a passagem enquanto que condenam o comportamento de Adolf Hitler?  Não que eu concorde com assassinatos em massa, mas essencialmente qual a diferença? Nas duas situações seres humanos são mortos em guerra sob o argumento de não serem nobres o suficiente para continuarem vivos. Não acredito nessas histórias da bíblia, mas achei curioso isso; Presumo que matar pessoas apenas pelo fato delas terem costumes diferentes e que desrespeitam o que prega sua doutrina religiosa é no mínimo uma dose exagerada de egocentrismo e crueldade. É com isso que você concorda? Mesmo?
bém purificareis toda a roupa, e toda a obra de peles, e toda a obra de pêlos de cabras, e todo o utensílio de madeira.

E disse Eleazar, o sacerdote, aos homens da guerra, que foram à peleja: Este é o estatuto da lei que o SENHOR ordenou a Moisés.
Números 31:19-21

18 de dez. de 2011

Nem orgulho, nem feminismo: experiência.

Certa vez li um texto que falava sobre relacionamentos e que de alguma forma chamou minha atenção; não me recordo das palavras com muita fidelidade mas do pouco que vem a memória sei que o enunciado afirmava que mulheres que não ligam, não são ciumentas têm outro homem. Assim que li até concordei, mas de uns tempos pra cá aprendi que mulheres realmente inteligentes são maduras o suficiente pra permitir que seu parceiro saia só, que são pacientes o suficiente pra esperar que ele ligue e são tão confiantes que mesmo quando ele não liga entendem tranquilamente que ele não é o único homem do mundo e talvez agora seja a hora de atender o telefonema de outro. Entendo que ninguém precisa morrer de ciúmes, nem ligar mil vezes ao dia pra amar outra pessoa. Depois que li esse texto dei pra reparar no comportamento de algumas mulheres em relação ao seu parceiro e sabe o que conclui? Não vale a pena. Não vale a pena desconfiar, não vale a pena brigar, não vale a pena tirar a liberdade, não vale a pena ser neurótica. E sabe por quê? Porque realmente recompensante é estar ao lado de alguém que está com você porque quer, alguém que poderia estar em qualquer lugar mas está em sua companhia e não porque você prendeu numa redoma de frases como "você não vai", "com quem você está?", "onde é que você está?", "venha pra casa agora". Acho que me dou muito bem comigo mesma, minha companhia me é muito agradável; tenho coisas muito mais produtivas a fazer do que sentar na cama e passar a noite imaginando se meu namorando mentiu pra mim, se ele dançou com outra quando saiu só, se ele paquerou na rua, se chegou a me trair, se ele estava de fato onde me disse. Não é que eu seja orgulhosa ou feminista ao extremo, mas fazer de um homem prioridade em minha vida é no mínimo humilhante; não sou tão vazia a esse ponto.

15 de dez. de 2011

Despejo.

Tenho tantas palavras engasgadas em minha garganta que não sei ao certo por onde começar. Acredito que depois de algum tempo percebi a falta que escrever me faz ou ainda o quanto terapêutica essa atividade é; não entendo como por tanto tempo deixei isso aqui abandonado, como pude passar meses sem produzir nada? É, realmente devia haver alguma coisa errada comigo. Talvez me encontrar outra vez com a escrita seja o primeiro passo pra organizar o que se embaralhou, o que se confundiu nesse turbilhão temperamental que sou. Hoje tomei a dose de mim que estava precisando, li outra vez publicações antigas, senti novamente emoções há muito esquecidas. Estou aqui de novo, morrendo de saudade dessa sensação de voar nas asas de algo que só eu vejo, que só eu entendo e que só eu sei, de forma singular, transcrever.