11 de mai. de 2011

Interseção.


O que você realmente espera da vida? Não, eu não espero nada. Levanto tiro essa venda que me cega e vou atrás daquilo que defino como ideal; idai se dois anos atrás eu lutei por coisas que hoje desprezo? O que importa é que acreditei e tive tanta força que transformei sinais desprezíveis em ideais de uma vida produtiva. Mas o que eu quero enxergar hoje é realmente o momento da existência no qual me encontro. Cronologicamente falando sou adolescente, isso é de acordo com a Organização Mundial de Saúde porque para o Estatuto da Criança e do adolescente já sou adulta visto que tenho mais de dezoito. Mas o que realmente é "adolescer"? E ser adulto? Acredito que idades e comportamentos são formas falhas de localizar o ser humano em seu ciclo vital. De que adianta comportar-me como adulta, bem resolvida e madura e não refletir como tal? Mas o que é ser bem resolvido? Será que pode alguém viver livre de confusões e aflições internas? Ou ter opiniões concisas formadas sobre todos os aspectos da vida? É engraçado às vezes ver adultos dentro de toda sua ritualidade falando como se fossem adolescentes, com visões de mundo extremamente escassas, inóspitas, atribuindo valores superficiais assim como alguns adolescentes dentro de sua inexperiência fazem. Não talvez não seja engraçado, é na verdade desesperador. Nunca entendi isso de muitas vezes só eu pensar de determinada forma sobre algo, acho que o grande problema em ser adulto é não saber como aceitar o outro. É crescer achando que ser adulto é o máximo, que você é o centro do mundo quando alcança essa fase, o adulto é quase um semideus; mas agora você é o centro da sua vida e são de responsabilidade sua os rumos que toma. Ser adulto na verdade é olhar pro alto e ver cair bem na sua cabeça um número imenso de responsabilidades que até aqui eram dos seus pais e agora são suas pro resto da vida, você tem que, obrigatoriamente, estar preparado pra não se deixar ser esmagado! Que dureza ein? Se ser adulto é difícil, imagina só não saber o que se é. Prefiro acreditar que estou na interseção entre a infância e a velhice, apenas; e assim do meu jeito o foco é progredir!

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