13 de jun. de 2011
Pra aprender a voar, caia.
Você voa sempre, até sem vontade, pra onde o vento te leva; sem norte, sem rumo certo, num céu onde todas as cores se misturam e a pureza do branco-nuvem invade o peito, a alma e a mente de uma só vez numa onda absurdamente infinita. E fica tudo bem, a gente volta a ser feto, a gente volta a flutuar envolto na onda primitiva; de repente nasce uma sensação nova, o vento batendo na cara com toda força, os corpos agora atravessam numa velocidade tremenda o branco-nuvem, dissipando-o. E ficam cada vez mais longe do céu colorido da vida... É quando o chão bate na minha cara que percebo a queda, e como se não bastasse entedo que se não voar vou continuar caindo não rumo ao fundo do poço, mas em direção ao centro da terra, ao fogo inquieto do inesperado. E é o crepitar do fogo que desencadeia o parto disso nas minhas costas; é dói, e como dói! As lágrimas caem sem controle algum, cadê a imensidão de paz? É idiota achar que no meio da fumaça cinza apareça algum banco-nuvem pra me fazer dormir; a dor mais uma vez castiga o corpo e a minha alma desesperada busca uma prece, qualquer coisa que seja pra qualquer Deus que eu acredite... Quando parece que não há mais como suportar, que a única saída é me entregar à queda eu desacelero e aos poucos já não caio mais; Como? Porque? É só olhar pra trás que entendo o motivo dessa onda que acalma todo o meu corpo e faz tremer os músculos cansados, tenho agora um par de asas que me levam de volta ao branco-nuvem e ao céu colorido que me envolve como num abraço. Que sorte a minha; Feliz daquele que cria asas e voa pra longe de toda desgraça da vida.
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Suas asas são lindas e firmes pra voar muito alto, até onde você deseja chegar, ou até mais além, onde Deus quer que você esteja.
ResponderExcluirAgora crie vergonha e poste nem que seja um "oi" aqui!!
beijos bb *-*
Perlla Parô.