26 de jul. de 2011

Perceber, descobrir e amar;

Hoje percebi que não devo buscar pessoas ideais, que falam o que eu preciso ouvir, que gostam do que eu gosto e nem pessoas opostas a mim. Percebi que o gostoso da vida não é buscar alguém, é surpreende-se com quem chega. Tentar encontrar alguém do jeito que a gente quer nos priva de novas sensações, que graça tem procurar por algo que eu sei exatamente como é? Divertido mesmo é descobrir o que tem no acaso, o que as entrelinhas nos dizem; somos tão ofuscados e bombardeados pelos estereótipos contemporâneos que não percebemos mais a magia do outro, a beleza que tem o diferente, o incomun, o natural. Vejo uma juventude que tem sede de amor, mas e o que é realmente amar? O que vale a pena amar? Até onde se vai por amor? Feliz daquele que aprende a surpreende-se com o amor que chega. Feliz daquele que não busca exaustivamente em rostos bonitos e corpos sarados corações preciosos. Feliz daquele que sabe apreciar toda forma de amor, de onde quer que venha.

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