18 de dez. de 2011

Nem orgulho, nem feminismo: experiência.

Certa vez li um texto que falava sobre relacionamentos e que de alguma forma chamou minha atenção; não me recordo das palavras com muita fidelidade mas do pouco que vem a memória sei que o enunciado afirmava que mulheres que não ligam, não são ciumentas têm outro homem. Assim que li até concordei, mas de uns tempos pra cá aprendi que mulheres realmente inteligentes são maduras o suficiente pra permitir que seu parceiro saia só, que são pacientes o suficiente pra esperar que ele ligue e são tão confiantes que mesmo quando ele não liga entendem tranquilamente que ele não é o único homem do mundo e talvez agora seja a hora de atender o telefonema de outro. Entendo que ninguém precisa morrer de ciúmes, nem ligar mil vezes ao dia pra amar outra pessoa. Depois que li esse texto dei pra reparar no comportamento de algumas mulheres em relação ao seu parceiro e sabe o que conclui? Não vale a pena. Não vale a pena desconfiar, não vale a pena brigar, não vale a pena tirar a liberdade, não vale a pena ser neurótica. E sabe por quê? Porque realmente recompensante é estar ao lado de alguém que está com você porque quer, alguém que poderia estar em qualquer lugar mas está em sua companhia e não porque você prendeu numa redoma de frases como "você não vai", "com quem você está?", "onde é que você está?", "venha pra casa agora". Acho que me dou muito bem comigo mesma, minha companhia me é muito agradável; tenho coisas muito mais produtivas a fazer do que sentar na cama e passar a noite imaginando se meu namorando mentiu pra mim, se ele dançou com outra quando saiu só, se ele paquerou na rua, se chegou a me trair, se ele estava de fato onde me disse. Não é que eu seja orgulhosa ou feminista ao extremo, mas fazer de um homem prioridade em minha vida é no mínimo humilhante; não sou tão vazia a esse ponto.

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